Tenho medo de já ter perdido muito tempo. Tenho medo que seja cada vez mais difícil. Tenho medo de endurecer, de me fechar, de me encarapaçar dentro de uma solidão-escudo.
Odeio despedidas. Odeio dar tchau. Odeio chorar. Mas também odeio sofrer. Quero te dizer que esse mundo é injusto demais. Nele vivem pessoas cretinas demais. Já que estou falando no que é demais: fui honesto demais. Talvez esse tenha sido meu maior erro. Mas não sei ser de outra forma.
A porta está fechada, não adianta bater. E foi tão bom constatar que não me atinge mais. Não me entristece, não me aborrece, não me tira o sono. Passa por mim. Mas, não me atravessa. Foi-se o tempo. E foi-se o tempo faz tempo.
Sabe aquele ar de “não aguento mais”? Respiro ele todos os dias.
Ultimamente nada faz muito sentido, as pessoas mudam, outras se vão, outras apenas criticam e por ai vai!
É curioso que a vida, quanto mais vazia, mais pesa.
Eu insegura só imagino besteiras.